Obras no IP4 vão ser suspensas

Vão ser suspensas nos meses de Dezembro e Janeiro as obras em curso no IP4, para evitar constrangimentos na circulação, como os verificados no dia de ontem.

A informação foi confirmada à Renascença pelo Governador Civil de Vila Real.

O itinerário esteve no dia de ontem cortado nos dois sentidos, durante várias horas, devido à queda de neve.

As obras em curso, para a ligação por auto-estrada até Bragança, são mais um factor de perturbação na circulação.

Para evitar este tipo de situações, serão suspensas nos próximos 2 meses as empreitadas que decorrem em alguns troços do IP4.

Golos C.A.Mogadouro [3] x Fundação Jorge Antunes [6]


Sporting vs C.A.Mogadouro em VideoStreaming



O Sporting recebe o Mogadouro em jogo da 12ª Jornada do Campeonato Nacional de Futsal, terça-feira às 17h00 no Pavilhão Paz e Amizade em Loures.

O Departamento de Futsal do Sporting em parceria com o portal FutsalPortugal e com o Sapo, vai dar a opurtunidade de a todos os adeptos de seguirem este jogo em directo, assim o site oficial do clube vai transmitir em directo e em exclusivo o jogo por video-streaming, para assistir basta ter um computador com ligação à internet, e aceder a www.sporting.pt ou www.futsalsporting.com e desfrutar de mais um excelente espectáculo desportivo.

Mogadouro perde em casa frente à Fundação

O Mogadouro esteve por duas vezes em vantagem mas a Fundação conseguiu dar a volta e não mais largou esse estatuto

A Fundação Jorge Antunes foi ao pavilhão do Mogadouro vencer por 6-3 e subiu um lugar na tabela classificativa. Já o Mogadouro, ao perder, desceu ao 6º lugar.

A equipa da casa marcou primeiro, aos 14 minutos, por intermédio de Neysinho mas a Fundação, no último minuto da 1ª parte, conseguiu empatar com um golo de Miguel Almeida.

Se o primeiro tempo foi pobre a nível de golos, o mesmo não se pode dizer da etapa complementar. Ricardinho voltou a colocar o Mogadouro na frente, aos 26 minutos, mas no mesmo minuto os vizelenses empataram com um golo de Tiago.

Porém, aos 30 minutos, Paulo Leite colocou a Fundação Jorge Antunes em vantagem pela primeira vez e, no minuto a seguir, Coelho ampliou o resultado para 4-2. Mário Freitas, aos 37 minutos, ainda reduziu para 4-3 mas Vítor Hugo e Cristiano, aos 38' e 39', trataram de confirmar a vitória forasteira, colocando o resultado final em 6-3.
in: SCN

C.A.Mogadouro [3] x Fundação Jorge Antunes [6]



Comentários dos treinadores:

Artur Pereira - Mogadouro - Foi um jogo incaractrístico, começámos bem e chegámos à vantagem. Depois a 4's do intervalo numa falta inexistente sofremos o empate de livre de 10 metros. No recomeço voltámos a entrar melhor e a passar para a frente do marcador, mas no mesmo minuto sofremos o 2-2 e a equipa desorientou-se. Depois de já estarmos em desvantagem apostamos tudo no 5 para 4 e as coisas correram mal.

Rui Pereira - Fundação - Foi uma vitória excelente num pavilhão muito muito difícil. Todas as equipas sentem muitas dificuldades aqui em Mogadouro e esta vitória da Fundação é baseada numa grande atitude e espírito de entreajuda, para suplantar todas as dificuldades. É uma vitória extremamente importante para a Fundação que pode catapultar para outro tipo de objectivos.

Sobre o jogo pode-se dizer que o resultado ajusta-se. O adversário jogou muito tempo com o guarda-redes avançado e quando assim é as coisas podem correr nos dois sentidos. Quando acontece como neste jogo, em que estávamos preparados para essa situação, o 5 para 4 acaba por não resultar.
 


Mogadouro recebe alunos de Cabo Verde

Estudantes partilham o mesmo objectivo de continuar os estudos no Instituto Politécnico de Bragança

Samira Cortez, Liliana de Carvalho, Ary Andrade e Paulo Garcia são quatro jovens estudantes cabo-verdianos que frequentam os Cursos de Especialização Tecnológica (CET), que estão a ser leccionados em Mogadouro.

Os estudantes estão matriculados em Secretariado e Assessoria Administrativa e Desenvolvimento de Produtos Multimédia. Em comum, para além do país natal, têm a vontade de continuar a estudar no Instituto Politécnico de Bragança.

Os alunos garantem que um atractivo é o facto da instituição trasmontana reunir condições para continuarem a sua formação académica. Quanto à vila de Mogadouro, descrevem-na calma e acolhedora para quem vem de fora.

“Eu sempre procurei um local calmo para fazer os meus estudos antes de entrar para a universidade. Numa pesquisa na Internet encontrei a possibilidade de me inscrever nos CET`s. Deixei Cabo Verde, por haver poucas oportunidades, e rumei a Trás – os -Montes ”, conta Samira Cortez.

Os outros alunos seguiram os passos de Samira.

Porém houve mesmo quem já tivesse frequentado outros cursos superiores em Braga, como foi o caso de Ary Andrade.

No entanto, o custo das propinas levou o estudante a mudar o rumo da sua vida académica e o próximo ano será passado em Mogadouro, a frequentar o curso de Desenvolvimento de Produtos Multimédia.

Os quatro estudantes têm os seus objectivos bem definidos e continuar os estudos em Bragança ou em Mirandela é, para já, a ambição, pois acreditam na qualidade de ensino do IPB.

Por seu lado, Liliana de Carvalho, garante que o acesso ao ensino superior no seu país natal é complicado. Por isso, teve que dar um novo rumo à sua vida.

São quatro alunos com a mesma ambição: tirar um curso superior no IPB e um dia voltar à sua terra natal com o “canudo” na mão.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

Mogadouro poderá receber mais CET`s

Abertura do ano lectivo marcada pela ideia de captar estudantes oriundos de outras regiões

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) quer aumentar a oferta de Cursos de Especialização Tecnológica (CET) na região trasmontana. Esta é uma forma pró – activa de ajudar a qualificar os cidadãos que queiram frequentar, apenas, um CET ou que pretendam ingressar no ensino superior. Esta foi a ideia transmitida durante a cerimónia de início do ano lectivo dos CET’s que estão a decorrer em Mogadouro.

Segundo o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, este tipo de ensino só pode existir desde que o número de alunos inscritos permita um espírito de academia, bem como condições físicas, quer ao nível de bibliotecas, espaços laboratoriais e de lazer.

“ Os meio urbanos terão de se rever neste espírito de ensino. Para aumentar o número de cursos é preciso ter em conta a demografia da região, pelo que é necessário aplicar a mesma fórmula das licenciaturas e dos mestrados. Isto é, a capacidade do IPB captar alunos de fora da região”, explicou Sobrinho Teixeira.

No entanto, o IPB quer vencer a batalha da qualificação dos portugueses e, em particular, dos transmontanos.

Sobrinho Teixeira defende que é necessário expandir o ensino superior além fronteiras.

Mogadouro poderá ser “ um exemplo” no que diz respeito à implantação dos CET, onde este tipo de ensino funciona há dois anos, com um grau de aproveitamento satisfatório. “Há o desejo de aumentar o número de cursos. Só com os alunos da região poderá não ser de todo possível, mas cativando jovens de fora a meta poderá ser atingida. É necessário expandir o ensino superior e qualifica-lo, não só no meio envolvente, mas além fronteiras ”, frisou o docente.

Por seu lado, o vice-presidente do município de Mogadouro, João Henriques, garantiu que os cursos já estão enraizados na vila. “Há dois CET em funcionamento, com mais de 45 alunos, mas estamos preparados para crescer”, acrescentou o autarca.

Já na óptica da professora do IPB, Patrícia Bernardo, estes cursos visam uma especialização tecnológica e têm constituindo respostas profissionais aos desafios lançados.

Em Mogadouro estão a funcionar os cursos de Desenvolvimento de Produtos Multimédia e Secretariado e Assessoria Administrativa.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

Pólo escolar de Mogadouro: Tribunal de Contas dá luz verde


A nova infra-estrutura vai beneficiar crianças dos jardins-de-infância e do 1º ciclo do ensino básico de todo o Concelho. Um investimento de 2,5 milhões de euros na zona do parque desportivo da vila, naquela que segundo António Pimentel, Vereador das Obras Públicas, é “mais uma grande obra do Concelho”.

Depois de ter sido chumbado pelo Tribunal de Contas no início do ano, o pólo escolar de Mogadouro tem agora sinal para avançar. O projecto “foi submetido a visto do Tribunal de Contas porque o caderno de encargos fazia referência a uma marca que o tribunal não visou”, disse a “O Informativo” o Vereador das Obras Públicas do município, António Pimentel. No seguimento do chumbo do Tribunal de Contas foi aberto outro procedimento que está concluído “há meia dúzia de dias”, adiantou o Vereador. Depois de conseguido o visto do Tribunal, foi feita a consignação da obra, entregue a um empresário de Vila do Conde a 18 de Novembro.

O pólo vai ter capacidade para acolher todos os alunos do concelho, mas, de acordo com o Vereador das Obras Públicas, “à partida nenhum pólo contemplado pela carta educativa vai ser encerrado”.

Para o responsável autárquico a localização do pólo escolar é privilegiada, uma vez que o parque desportivo conta com diversas infra-estruturas “que complementam o ensino”, referiu. Recorde-se que a zona desportiva de Mogadouro conta com 2 courts de ténis, piscinas aquecidas e ao ar livre, ginásio, parque de campismo e o estádio de futebol.

A obra está orçada em 2 milhões e meio de euros e tem um prazo de conclusão de 550 dias. Segundo António Pimentel a empresa responsável pela construção “vai propor a antecipação do final das obras”. O vereador prevê que as obras comecem a 1 de Dezembro.

por: Ana Margarida Pinto, in: O Informativo

“Tenho os defeitos e as virtudes de um transmontano”


José Rentes de Carvalho criticou o “novo riquismo” instalado no Douro
 
Define-se como um “transmontano de coração”, mas vive há mais de 50 anos na Holanda, mais concretamente, em Amesterdão. Nas “Conversas na Vila Velha”, foi questionado sobre tudo e a tudo respondeu, com uma ironia inteligente, que cativou as mais de quatro dezenas de pessoas que encheram o pequeno auditório do Museu da Vila Velha, em Vila Real. A sua obra literária, as suas preferências, o seu olhar sobre o País e a região transmontana foram os principais temas abordados na sessão e na conversa com o Mensageiro.

É mais conhecido e vende mais livros na Holanda do que na sua Pátria, mas isso não o “incomoda”, porque para ele não “importa onde se é conhecido, mas como se é conhecido”. Viveu e continua a viver em Amesterdão, mas grande parte das suas obras retratam Trás-os-Montes e Alto Douro, porque foi ela que o “formou”. “Posso andar por toda a parte, mas tenho os defeitos e as virtudes de um transmontano”, confessou.

Olha de fora a evolução de Portugal e da região, sem quaisquer influências e não deixa de criticar o que se tem feito. “Envergonho-me que estejam a gastar dinheiro em spas e restaurantes de cinco estrelas no Douro, para onde ninguém vai. É uma estupidez, mas é o novo riquismo.” E acrescentou ainda, com “pasmo”, que o País “sempre foi e sempre vai ficar assim, com descuido, preguiça, atraso”. “Só é bom o Sol e o Douro.”

Já passou por muitas cidades europeias, conheceu várias culturas, mas isso “não influenciou” o modo de descrever as histórias dos seus livros. “A minha escrita não tem a ver com lugares ou com as pessoas com quem lido. Não é inspiração, é só trabalho”, salientou José Rentes de Carvalho.

As suas obras são consideradas como “romances e autobiografias”, porque são “pedaços de reminiscências, experiências e conhecimentos”. A “Amante Holandesa” trata muito de Bragança e “quem lê diz que o distrito está retratado tal e qual, mas eu não o conheço”, mencionou, não querendo desvendar o segredo. “Tenho vivido a parasitar nas minhas memórias.”

“Ernestina” é outra das obras sobre a região transmontana, em particular sobre a aldeia de Estevais, em Mogadouro. Neste livro, usa as “memórias da família e da sua infância” para descrever com “dureza” a terra que “nada tinha”, como as fracas acessibilidades e as dificuldades em “ganhar o pão de cada dia”.

Neste momento, José Rentes de Carvalho confessou que se “está a espreguiçar” e que, de vez em quando, “surge um livro”. A sua mais recente obra, editada em 2008, retrata o País onde vive e intitula-se “A Ira de Deus sobre a Holanda”.

Alpendorada vence Mogadouro com paciência

Desfalcados, os transmontanos não conseguiram encontrar os caminhos da baliza de Alex e perderam por 4-0


Foi sobretudo um jogo de paciência, aquele a que se assistiu no Pavilhão da EB2,3 de Alpendorada, com a formação da casa a conseguir ultrapassar um obstáculo, que é sempre muito difícil, como é a equipa do Mogadouro, que cria um quadrado defensivo de tal maneira fechado, que obriga o adversário a jogar não apenas com paciência, mas, também com recurso à inteligência. A formação transmontana desdobra-se com muita rapidez e facilidade no ataque, que surpreende os opositores, como de resto comprova o campeonato que o Mogadouro tem vindo a fazer, que se tem mantido entre os primeiros da classificação.

Consciente das dificuldades que o adversário lhe podia criar, José Vasconcelos utilizou de muita cautela, e obrigava os seus jogadores a fazer circulação de bola, evitando o confronto cara-a-cara com o adversário, evitando surpresas porventura menos agradáveis. O Mogadouro por seu turno também não arriscava quase nada, excepto, quando conquistava a posse de bola, adiantava muito Wallace na linha de meio campo. Mas muito raramente a formação visitante incomodava Alex.

Foi neste jogo de paciência que Lipa, aos 10’ abriu o marcador, curiosamente, aquele que havia de ser o único golo conseguido dentro da área – Formiga trabalhou bem na direita e colocou a bola em Lipa que fugiu no momento certo ao adversário e, bater Wallace. O Mogadouro dá um pequeno sinal de querer reagir, e no mesmo minuto Neysinho rematou forte, com Alex a desviar a bola e apanhar um tremendo susto quando esta embateu na trave da baliza.

Foi, uma espécie de canto do cisne do Mogadouro, que apesar de aparecer agora mais vezes no ataque, nem por isso criava situações de desconforto para o Alpendorada, que aos 17’, aumentou a vantagem, por intermédio de Emerson, num lance em que Alex colocou a bola muito rápida no ataque e Emerson a conseguir arranjar espaço e bater de meia distância com um pontapé muito forte o guardião do Mogadouro. O Mogadouro, mesmo com o Alpendorada a atingir a 5ª falta, ainda com 5’ para o intervalo, nem por isso conseguiu tirar vantagem disso.

A segunda metade do jogo começou da melhor forma para a formação duriense, logo nos instantes iniciais do jogo, na primeira incursão à balizado Mogadouro, o Alpendorada aumentou a vantagem para 3-0, desta vez foi Ramada que na direita conseguiu flectir para o centro e com um pontapé forte, ainda a alguma distância da área, terá dado o descanso necessário à equipa da casa, para enfrentar toda a segunda parte.

O Mogadouro apesar de estar agora muito mais tempo no meio campo adversário, e rematar muito, nem por isso conseguia bater Alex, e, a 5’ do final, foi a vez de João Leite fazer o gosto ao pé, com um remate portentoso, ainda antes da área, batendo Wallace pela quarta vez. A partir daqui, a ordem era para o Mogadouro atacar com todas as armas, e passou a actuar com cinco elementos de campo, e, vontade não faltou, os remates foram muitos e também as situações de maior perigo se sucediam frente à baliza de Alex, mas as tentativas saíram frustradas, pois o resultado não iria sofrer mais nenhuma alteração.
in: SCN

F.C.Alpendorada [4] x C.A.Mogadouro [0]



Comentários dos Treinadores

José Vasconcelos - Alpendorada - "Foi uma vitória justa. Queria dar os parabéns aos meus jogadores porque interpretaram bem aquilo que treinámos durante a semana. Sabíamos que íamos jogar contara uma equipa que jogava em 5 para 4 durante muito tempo e preparámos-nos para isso. Conseguimos não dar situações de finalização, é verdade que o Mogadouro teve 2 ou 3 bolas nos postes, mas o resultado já estava em 4-0. A partir de meio da 2ª parte optámos por segurar a posse de bola e mantermos a concentração que tínhamos tido até então para não sofrermos golos".

Artur Pereira - Mogadouro - "Foi um jogo em que tentamos controlar desde inicio, usando o  5 para 4 para ter mais posse de bola devido a termos a equipa bastante desfalcada, devido a castigos e lesões. Conseguimos a posse de bola mas não conseguimos finalizar, embora tivéssemos enviado 3 bolas aos postes. Depois valeu a experiência dos jogadores do Alpendorada que praticamente em 4 remates fizeram 4 golos.

O resultado não reflete o que se passou na partida. Não está em questão a vitória do Alpendorada, simplesmente saimos frustados porque controlamos mas por má finalização saímos derrotados. Tivemos uma atitude brilhante, os meus jogadores estão de parabéns".


Igreja de Santa Maria de Azinhoso

Concelho de Mogadouro, freguesia de Azinhoso



A igreja de Santa Maria de Azinhoso é um templo edificado talvez no século XIII, na transição do românico para o gótico. A sua fundação é atribuída aos Templários da vizinha povoação de Penas Roias. Na fachada principal mostra um portal de arco quebrado, com duas arquivoltas com moldura boleada e impostas com motivos fitomórficos em relevo. Por cima tem uma abertura cruciforme, rasgada no século XVIII, de vão rectangular, no lugar da habitual rosácea. A empena, bastante espaçosa e soerguida, fazendo lembrar um retábulo, é rematada pela sineira, de três arcos plenos, dois inferiores para os sinos e um mais pequeno superiormente, que deveria albergar uma imagem da padroeira.

No alçado lateral sul existe uma porta de arco quebrado de duas arquivoltas com moldura tipo dentes de serra e impostas decoradas com pequenas rosetas.

No alçado lateral norte subsistem colunas e bases que sustentariam um alpendre. A porta é em arco quebrado com duas arquivoltas. Neste local temos ainda uma porta de arco pleno que dá para uma capela lateral. O acesso a estas duas portas é coberto por um alpendre sustentado por duas colunas.

As cornijas laterais são corridas por uma cachorrada de motivos zoomórfico e antropomórficos, num total de 120 modilhões historiados.

O interior, de uma só nave, com cobertura de madeira, possui um coro-alto também em madeira. Na zona da porta principal existe uma pia baptismal, do lado do Evangelho, e, do lado oposto, podemos observar um arcossólio com túmulo, em que se lê em caracteres góticos a seguinte legenda: "Aqui jaz Luís Eanes de Madureira, Vigário Geral do Senhor D. Fernando Arcebispo de Braga". Tem, ainda do lado do Evangelho, um púlpito de granito com guardas em madeira, datado de 1799. Nele se inscrevem os dizeres "Foi feito sem auxílio do povo em 1799 a instâncias do Reitor Telo". Possui dois altares em ângulo na zona do arco cruzeiro e um em cada alçado, todos simples. A capela-mor é coberta por abóbada de canhão e tem no altar-mor um retábulo datável do séc. XVII. A sacristia, do lado da Epístola, parece ser muito antiga a julgar pelo tipo de aparelho, e alberga uma tela que representa "A Adoração dos Reis Magos", datável dos inícios do séc. XVII.

Acesso: EN 219, a 5 km de Mogadouro.
Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 44 675, DG 258 de 09 Novembro 1962.

IPB aposta em cursos tecnológicos em vários concelhos do distrito de Bragança


O desenvolvimento passa pela qualificação dos transmontanos. Palavras de Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, ontem, na cerimónia de assinatura de protocolos com a Câmara Municipal de Mogadouro, que visam a realização de Cursos de Especialização Tecnológica, nesta vila do Planalto Mirandês.

O objectivo do Politécnico é abranger toda a região com este tipo de cursos e, para que tal aconteça, reconhece que o IPB precisa de tomar a iniciativa.

“Para essa qualificação se realizar, o instituto está a ter aqui uma capacidade de abranger toda a região, numa atitude proactiva de levar as pessoas a qualificarem-se.”

Colher Cogumelos com quem sabe

Inter Vivos recebe CA Mogadouro na Taça de Portugal


O Inter Vivos, a única equipa algarvia ainda em prova na Taça de Portugal de futsal, vai receber o CA Mogadouro na 3.ª eliminatória da prova, agendada para o dia 8 de Dezembro.

A equipa da Associação dos Jovens do Nordeste Algarvio, sedeada em Martinlongo (Alcoutim) e orientada por Luís Conceição, ocupa actualmente o 10.º lugar da Série D da III Divisão Nacional, com sete pontos em cinco jornadas.

Na ronda anterior, o emblema algarvio recebeu e venceu o Granja do Ulmeiro (III), por 3-2, após prolongamento.

De acordo com o sorteio, realizado esta quinta-feira, o adversário do conjunto de Martinlongo nesta ronda será a equipa-sensação na I Divisão Nacional: actual 4.ª classificada, com 18 pontos contabilizados em nove jogos.

O CA Mogadouro eliminou na 2.ª ronda o Lamas Futsal, derrotando o seu adversário, fora de casa, por 6-5.

Túnel do Marão suspenso


A construção do Túnel do Marão, obra inserida na auto-estrada que vai ligar Amarante a Vila Real, está suspensa devido a uma providência cautelar interposta pela empresa Águas do Marão, confirmou à Agência Lusa fonte oficial da Somague.

A empresa alega que a construção do túnel vai prejudicar a exploração da água na serra do Marão, já que as obras do túnel estão a ser feitas a cerca de 600 metros das nascentes de água.

A providência cautelar provisória foi decretada pelo juiz do Tribunal Administrativo de Penafiel, na semana passada, sem que fosse ouvido o consórcio Auto-Estradas do Marão, liderado pela Somague.

O consórcio tem, agora, um prazo de dois a três dias para se justificar perante o juiz, que terá de, depois, cumprir um prazo de cinco dias úteis para se pronunciar definitivamente sobre esta situação.

Para a Somague, “esta providência cautelar não faz sentido” porque foi decretada com base em meras suspeições”, já que, segundo acrescentou “não estão previstos impactos negativos”.

E se, houver, acrescentou, serão “devidamente compensados nos termos da lei”.

Até que a situação seja restabelecida, eventualmente os operários do consórcio irão dar apoio a outra frente de obra.

Ontem, o Ministério das Obras Públicas garantiu que a obra está a cumprir a Declaração de Impacte Ambiental (DIA), emitida em 2008, estando a ser devidamente monitorizadas as obras e o seu impacto nas águas do Marão.

A suspensão provisória das obras afecta apenas a construção do túnel, decorrendo normalmente nas outras frentes de trabalho, quer em Vila Real quer em Amarante, nomeadamente na duplicação do antigo troço do IP4.

A empreitada dá emprego a mais de 1.100 pessoas e mobiliza 88 empresas.

Casa Grande de Tó recuperada

Edifício senhorial foi alvo de uma intervenção profunda  

Uma das mais emblemáticas casas solarengas do concelho de Mogadouro acaba de ser recuperada. A chamada Casa Grande de Tó foi alvo de uma intervenção de fundo, na qual foi respeitada a sua traça original.

As obras, orçadas em cerca de 125 mil euros, resultam de um protocolo estabelecido entre o município de Mogadouro e a Junta de Freguesia de Tó (JFT).

O novo espaço dispõe de um amplo salão polivalente decorado a preceito, sala de estar com lareira e uma cozinha equipada, além de outras divisões de apoio.

Recorde-se que o imóvel foi adquirido, em 1987, pela JFT e tem sofrido intervenções pontuais ao longo dos anos. No entanto, nos últimos tempos, os trabalhos foram de maior envergadura concretizando, assim, um sonho antigo da população daquela aldeia do norte do concelho de Mogadouro.

Agora o espaço recuperado vai permitir à população local desfrutar das suas comodidades, já que as instalações permitem a organização dos mais diversos eventos sociais e festivos.

A Casa Grande de Tó é um edifício senhorial mandado construir em 1856 pelo proprietário de então, Francisco Casimiro Morais Machado, um liberal que lutou pela constituição.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Morais Machado, é importante preservar este tipo de património, que faz parte da história da região.

“A Casa Grande de Tó é um dos edifícios mais emblemáticos dos concelho, como o Solar dos Pimentéis, em Castelo Branco ou o Solar de São Martinho de Peso”, justificou o edil.

O autarca revelou-se duplamente satisfeito com a intervenção já que a casa em questão foi mandada construir pelo seu próprio bisavô.

Para o presidente da JFT, Manuel Preto, este edifício vai permitir o desenvolvimento de várias actividades destinadas à população, sendo uma mais-valia para a aldeia.

por Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

C.A.Mogadouro sofre mas segue em frente na Taça



O jogo mais emotivo da tarde foi disputado em S. Paio de Oleiros, com o Mogadouro a sentir muitas dificuldades para levar de vencido o Lamas Futsal (2ª Divisão). O herói do encontro acabou por ser o guarda-redes Wallace, autor de dois golos, o último dos quais já nos últimos segundos, que serviu para selar o triunfo dos transmontanos por 5-6, depois destes terem estado em desvantagem (5-4) até ao minuto 39. No lado dos lamacenses, o jovem Dércio brilhou ao apontar quatro golos, ele que é o habitual marcador de serviço da equipa orientada por Gabriel Silva.

Agenda Cultural



NOVEMBRO | DEZEMBRO
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Oito detidos por ligações ao alterne em Mogadouro


A GNR deteve esta madrugada na localidade de Urrós-Gare, concelho de Mogadouro, oito indivíduos por suspeita de ligação ao negócio de alterne.

A operação foi realizada na sequência de um mandado de busca, em dois estabelecimentos de diversão nocturna, por militares do Destacamento Territorial de Miranda do Douro contando com a colaboração de Inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras da Delegação Regional de Bragança.

Da operação resultou a detenção de oito indivíduos, sete de nacionalidade brasileira e um cidadão nacional. Seis são cidadãs brasileiras que se encontravam em situação de permanência irregular, algumas delas, já haviam sido notificadas anteriormente para abandonar o território nacional, por situações idênticas.

O cidadão nacional e outra cidadã brasileira, gerentes dos estabelecimentos onde foram efectuadas as buscas, foram detidos em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Mogadouro, no âmbito de Inquérito por crime de Lenocínio.

III Festival de Tunas Santa Ana


Saiba onde apreciar o Douro Internacional

Miradouros em 4 municípios proporcionam cenários inesquecíveis

De Miranda do Douro a Figueira de Castelo Rodrigo, concelhos que delimitam o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), o visitante pode escolher um dos muitos miradouros existentes daquela que é segunda área maior área protegida de montanha em território nacional.

Do alto de majestosos bastiões, que diariamente vigiam o serpentear do curso de água, quem andar por aquelas paragens depressa se aperceberá que as palavras de Miguel Torga começam a fazer sentido e que se está perante “ um reino maravilho”.

Os conhecedores de toda esta região fronteiriça garantem que esta altura do ano, ou seja o período que vai de Setembro a Outubro. é favorável para quem gosta de desfrutar das vantagens do turismo natureza.

No Outono, são as cores dos carvalhos, dos castanheiros e das vinhas que dão a esta região um encanto particular. É também época dos cogumelos, iguaria que cada vez mais assume uma importância gastronómica significativa para quem a região.

Por estes motivos é conveniente estar equipado com máquina fotográfica e binóculos para não perder nenhum pormenor desta região duriense.

Depois desta breve descrição, o visitante mais aventureiro pode escolher vários miradouros, para os quais deixamos algumas sugestões: Miranda do Douro: Miradouro do São das Arribas, junto a Aldeia Nova, e Miradouro da Penha do Puio, em Picote.

Já no concelho de Mogadouro, o destaque vai para as zona das arribas de Peredo de Bemposta e Bruçó, locais de onde ser pode avistar as margens encaixadas do Douro.

Já o concelho de Freixo de Espada Cinta apresenta alguns dos mais emblemáticos miradouros do PNDI, onde se destaca o majestoso Penedo Durão ou Carrascalinho. Mais a sul, já no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, está o miradouro do Alto da Sapinha, perto da Escalão, ou o miradouro de Santo André junto a Almofala.

De salientar o facto de os acessos aos miradouros estarem em condições aceitáveis.

por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

Golos C.A.Mogadouro [8] x Vila Verde [5]



Esta semana não é possível colocar as imagens do jogo C.A.Mogadouro x Vila Verde aqui no Blog uma vez que a Localvisão não as disponibilizou em servidor externo, sendo assim assista ás imagens no site oficial da Localvisão em: http://www.localvisao.tv/cwtv.html?ch=55

Para aceder ás imagens do jogo no site da Localvisão terá de aceder ao Menu »Desporto e depois selecccionar o vídeo.

Doce Ressaca

Académico vence facilmente

Ao Académico de Mogadouro recebeu e venceu, neste sábado, o lanterna vermelha da I Divisão, Vila Verde, por 8-5, mas, apesar da vantagem de apenas três golos, as dificuldades do academistas foram praticamente nulas, já que o adversário (um dos mais fracos que passou por Mogadouro) não conseguiu incomodar minimamente a equipa de Artur Pereira.

A primeira parte da partida foi de verdadeira descompressão para a equipa nordestina, depois de um ciclo dificílimo, contra os adversários mais cotados do Nacional maior de futsal. O Vila Verde terá sido mesmo o adversário mais acessível que a turma transmontana enfrentou nos últimos meses. Boi abriu o activo logo aos cinco minutos, Neyzinho aumentou para 2-0, dois minutos depois. A equipa de Artur Pereira jogou depois com alguma sobranceria, falhou golos demais, ciente de que tinha o jogo na mão e o Vila Verde conseguiu uma ligeira reacção. Boi ainda fez o terceiro, mas os sintrenses, Por Tuca e Cardoso, conseguiram chegar ao 3-2, muito lisonjeiro para os visitantes. A um minuto do fim, Freitas voltou a pôr tudo no devido lugar, com um golo espectacular, atirando colocado ao poste mais distante, depois de congelar a defesa adversária.

Na etapa complementar, as facilidades continuaram, os transmontanos passearam a sua classe pelo rectângulo de jogo, marcando e falhando os golos, como se de um treino se tratasse. Ricardinho, lesionado, deu o seu lugar ao seguro e confiante Diego Mancuso, Boi esteve ao seu melhor nível, marcando quatro golos, o último dos quais espectacular. Freitas é cada vez mais um caso sério nesta equipa, onde começam a despontar também Kaká e Allyson. Neyzinho, fantástico, fez o 5-2, Varela reduziu, mas Mancuso voltou a pôr tudo na mesma a meio da etapa complementar. Na parte final do jogo, Boi fez mais dois golos e, com dois minutos para jogar, Vasquinho e Tuca fecharam um marcador muito enganador, já que a equipa da casa foi consideravelmente superior ao seu adversário.

Agora vem aí mais uma eliminatória da Taça, contra o Lamas.
por: Rui Gonçalves, in: Mensageiro Notícias

Violações na lei levaram à recusa do visto do Tribunal de Contas


Segundo o Tribunal de Contas, “houve graves violações da lei que significaram um agravamento dos custos entre o momento do concurso e a adjudicação.”

É esta a justificação para a não atribuição do visto prévio às concessões das auto-estradas transmontanas, segundo noticiou ontem o Expresso.

"Se não tivessem ocorrido as violações de lei referidas, há fortíssima probabilidade de que teriam sido obtidos resultados diferentes, com melhor protecção dos interesses financeiros públicos", lê-se no acórdão sobre a concessão Douro Interior agora publicado. Uma posição semelhante à que se lê na decisão sobre a auto-estrada Transmontana, a A4.

As violações a que os acórdãos se referem estão relacionadas com ausência de estudos que demonstrem que a opção por parcerias público-privada são mais vantajosas, a degradação das condições da oferta entre a fase inicial do concurso e a adjudicação e, no caso da concessão do Douro Interior, também por ausência de declaração de impacto ambiental. 

Ora, quem já veio apontar o dedo ao Governo e à Estradas de Portugal foi o deputado social democrata, Adão Silva.

“Começa a ficar claro que a situação de recusa do visto tinha razão de ser e aqui já claramente um culpado. É a Estradas de Portugal que de forma menos rigorosa, não cumpriram as exigências legais.”

No entanto, o segundo deputado laranja eleito por Bragança, já está agora mais descansado quanto à possibilidade de o Governo mudar de ideias e abandonar a construção destas vias.

“Começo a ficar, mas com a condição de que a Estradas de Portugal sejam capazes de forma rápida de ultrapassar esta situação.

O próprio ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, ainda ontem reafirmava que as obras das duas concessões transmontanas “vão continuar” e que a decisão do Tribunal de Contas não põe nada em causa.

O Maior Cogumelo em Mogadouro

Semana Micológica Transmontana

CAM Joga Em Casa Mais Um Fim De Semana e Desta Vez Contra o Vila Verde


A Direcção do CAM, vem relembrar aos sócios e simpatizantes do do Académico de Mogadouro, que esta jornada 9 será disputada em nossa casa, ao contrário do que normalmente acontece depois de um jogo em casa.

Para evitar dúvidas, esclarecemos que as jornadas 8, contra o Benfica na passada semana e a jornada 9 contra o Vila Verde, temos uma dobradinha de jogos em nosso território. Assim sendo, e mais uma vez, pedimos o apoio máximo da nossa assistencia para ajudar a nossa equipa a retomar a série de vitórias que vinha sendo já habitual.

O Vila Verde é uma equipa que actualmente encontra-se na ponta inferior da tabela, com uma única vitória e 7 derrotas ao longo de todo o campeonato, mas que tem dado algum trabalho aos adversários e não nos parece que vem a Mogadouro com outro intuito se não a vitória que tanto precisam para começarem a sair da zona de rebaixamento directo.

Pelo nosso lado, temos uma baixa de vulto na equipa, com a lesão de Ricardinho, e por outro, o Vila Verde tem um reforço de alto calibre chamado Tuca (foto), que já começou a dar o que falar, sendo o autor do único golo contra o Belenenses aos 20 minutos de jogo, onde o resultado final foi 1X4. De salientar que a expulsão de Marcão veio de um lance criado pelo próprio Tuca.

Imagem Activa

Contra o freixieiro perdeu apenas por 2X3, tendo o mesmo resultado acontecido contra o Boticas. Venceu ao Onze Unidos e as demais derrotas foram sempre relativamente equilibradas, sendo que a maior desvantagem foi contra o D. João V num resultado final de 1X7 na segunda jornada. É uma equipa que tem o pior ataque, mas tem a 6ª melhor defesa na tabela geral, com um saldo de -16 contra 1 positivo do CAM.

Ricardinho Fora de Competição por Tempo Limitado


Depois do exaustivo jogo contra o Benfica neste sábado, na 8ª jornada FUTSAGRES, o Atleta Academista Ricardinho #18, ao final da partida caiu lesionado sendo retirado de jogo. Depois de examinado pela equipa médica do CAM, o Atleta foi submetido a exames complementares (ressonância) para confirmar suspeita de micro ruptura muscular da coxa da perna direita, devendo ficar em repouso e com acompanhamento médico nos próximos 20 dias. Este episódio deixará o Atleta fora do jogo contra o Vila verde, e contra o Lamas pelo menos, estando ainda em dúvida contra o Alpendorada e F. Jorge Antunes.

Trás-os-Montes no topo do ranking de apreensões de ficheiros musicais


No total, até Setembro, já foram apreendidos em Trás-os-Montes perto de 50 mil ficheiros musicais. No entanto, é em Bragança que as estatísticas são mais dilatadas, com o distrito a posicionar-se no segundo lugar, à nível nacional, no balanço do terceiro trimestre deste ano,

A Inspecção de Espectáculos e Direito de Autor (IEDA) da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) apreendeu, nos distritos de Vila Real e Bragança, durante o terceiro trimestre de 2009, nove computadores contendo perto de 31 mil ficheiros musicais, 1071 cópias de CD's e 198 DVD-R.
"Constata-se que os distritos transmontanos estão no topo da lista dos distritos com maior número de ficheiros musicais ilegais e apreendidos", concluiu Ricardo Hipólito, do IGAC.

Os números mais significativos vêm de Bragança, onde as inspecções realizadas nos concelhos de Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Alfândega da Fé, resultaram na apreensão de sete computadores com 24 787 ficheiros musicais e 925 cópias de CD's.

Já em Vila Real, o último balanço do IGAC revela que as acções levadas a cabo na capital de distrito e em Vila Pouca de Aguiar, só superaram Bragança no que diz respeito ao número de DVD-R, mais exactamente 181 exemplares.

Contando com a colaboração da Guarda Nacional Republicana nos dois distritos, o IEDA direccionou a sua actividade inspectiva, sobretudo, para estabelecimentos de diversão nocturna, visando assim o "combate à utilização ilícita de obras musicais protegidas", explicou ainda a mesma fonte.

No total, no terceiro trimestre do ano, "a IEDA efectuou 384 inspecções, distribuídas por 15 distritos (deixando de fora Viana do Castelo, Viseu e Castelo Branco), dos quais resultaram 165 autos, o que corresponde uma taxa de ilicitude aproximadamente de 43 por cento.

Das acções realizadas, "122 deram origem a apreensões" (nos distritos de Bragança, Vila Real, Porto, Aveiro, Guarda, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro), tendo sido apreendidos "33 397 suportes de vários tipos com obras protegidas, 28 CPU, três discos externos, três pen-drives, um cartão de memória, 126 598 ficheiros (na sua maioria, musicais e ainda karaoke e filmes), quatro leitores de CD, cinco amplificadores e 17 colunas e uma rack".

O distrito de Bragança assume mesmo a segunda posição do ranking quando se fala nas apreensões de ficheiros musicais, sendo apenas ultrapassado pela Guarda, onde o IEDA aprendeu mais de 40 mil ficheiros.
Relativamente aos primeiros seis meses, cujo relatório já foi também divulgado, em Trás-os-Montes, "apenas se efectuaram inspecções no distrito de Bragança, num total de 46", distribuídas pelos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Bragança.

Neste período, as acções, realizadas maioritariamente em conjunto com a Polícia de Segurança Pública, "foram direccionadas para lojas de fotocópias, espaços de diversão nocturna e cibercafés", tendo resultado na apreensão de "66 cópias de livros técnico-científicos, 278 cópias de CD's, uma máquina de diversão, oito computadores (com obras musicais e videojogos utilizados de forma ilícita), um cartão de memória, quatro leitores de CD, seis colunas e 18 650 ficheiros musicais (fixados em CPU e cartão memória)".

Contas feitas, entre Janeiro e Setembro deste ano, já foram apreendidos, em Bragança, 15 computadores e um total de 43.437 ficheiros musicais.

Novo lar vai nascer em Mogadouro


A Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro vai investir 1,6 milhões de euros em mais um lar, que facilitará a integração de praticamente metade da lista de espera de todo este concelho do planalto mirandês.

A candidatura, apresentada em Março deste ano ao POPH (Programa Operacional do Potencial Humano), foi aprovada, o que garante o financiamento de 900 mil euros.

Neste momento, os números do concelho de Mogadouro estão abaixo da cobertura razoável para os pedidos que batem porta da Santa Casa da Misericórdia.

O provedor João Henriques garante que a lista de espera é grande e que chega a haver situações constrangedoras.

 “Temos permanentemente um lista de espera muito grande para entrada, com situações muito complicadas, que nos constrange quando temos de escolher a entrada do senhor A em detrimento do senhor B.”

O Lar de São João de Deus, com 80 utentes e o lar de Bruçó, com 13, no concelho de Mogadouro não conseguem dar resposta a todos os pedidos que chegam à Santa Casa da Misericórdia. Por isso mesmo, a instituição trabalhou nesta candidatura a um novo lar, a situar na vila de Mogadouro, num terreno cedido pela Câmara Municipal.

“Aqui na vila é com um terreno disponibilizado pela câmara municipal.”

A concretização de mais este lar, a juntar às obras de remodelação do actual, representará um passo largo para o aumento de resposta do concelho de Mogadouro à terceira idade.

A obra deve avançar já nos primeiros meses de 2010 e tem um prazo de execução de ano e meio.

Mogadouro faz exposição à FPF

Na sequência do jogo com o Benfica, pede para que o árbitro Sérgio Magalhães não volte a ser nomeado para jogos dos transmontanos

O Mogadouro enviou uma exposição à Comissão de Arbitragem da FPF, na qual solicita que este não volte a nomear o árbitro Sérgio Magalhães para jogos dos academistas. Na base do protesto ainda o último golo do Benfica na visita a Mogadouro, que a poucos segundos do fim permitiu a vitória aos campeões nacionais por 6-7.

Mas o Mogadouro queixa-se de outras situações e solicita ainda uma punição "implacável" sobre o dito árbitro, bem como anexa alguns documentos que considera prova do crime, como as imagens do jogo.

Eis a exposição na íntegra:

Exmo. Sr. Presidente Vimos por este meio, expor, e anexar as devidas provas documentais em registo de imagens de vídeo, os vergonhosos factos que ilustraram e denegriram a 8ª jornada de Futsal na primeira divisão nacional FUTSAGRES, protagonizados pelo Árbitro Sérgio Jorge Oliveira Magalhães da A. F. Porto e que teve como testemunha o observador Ramiro Carlos Pessoa, no jogo nº 510.01.050 em Mogadouro entre o Clube Académico de Mogadouro e o S.L. Benfica. No primeiro tempo, de forma austera e despropositada, a frente de todo o banco técnico do Académico de Mogadouro, no uso e abuso da função de árbitro secundário ou auxiliar da partida, adverte e expulsa o treinador principal da nossa equipa, sem esboçar razões aparentes que justificassem esta atitude radical e extrema, deixando todos estupefactos com a decisão. Mais adiante peca pelo excesso, no erro agravado quando inventa uma falta nitidamente inexistente contra o Académico de Mogadouro. Falta esta que acaba por ser convertida em golo, dando empate ao adversário que neste momento encontrava-se em desvantagem no marcador (5X4). Por fim, a um décimo de segundo para completar os 40’ regulamentares de jogo, quando o placar marcava empate por 6X6, mais uma vez este árbitro, Sérgio Magalhães, que ao longo do jogo demonstrou total incompetência para desempenhar a função que lhe foi atribuída, consegue ver o que ninguém mais viu. Um golo inexistente que dá a vitória ao Benfica. De salientar que no momento deste lance “duvidoso” a bola rolou por cima da linha de golo, nunca atravessando a mesma, o que em hipótese alguma, pelas leis do futebol, seria assinalado golo. Ainda assim, o árbitro principal, não manifestou concordância com o seu colega, estando mesmo a discutir em campo se seria ou não de facto golo. Referimos também que neste momento fulcral, o Sr. Sérgio Magalhães estava próximo a linha de meio campo, distante e sem ângulo para avaliar concisamente o lance em jogo.  Baseado nestes factos que com certeza serão testemunhados pelo observador destacado, e que podem facilmente ser verificados no registo das imagens que anexamos como prova desta exposição, capturadas no local pela empresa Localvisão, que tem em seu site oficial, http://www.localvisao.tv/cwtv.html?ch=55 a reportagem e que neste momento estão amplamente divulgadas na net, solicitamos que: 1 - Nunca mais, em hipótese alguma, este árbitro, apite qualquer disputa que tenha o Clube Académico de Mogadouro como participante, que seja como visitado ou visitante, nos jogos integrados e organizados pela FPF. 2 – Sejam analisadas, julgadas e que seja atribuída a culpa desta derrota pela ineficácia, e imperícia deste árbitro, sendo punido de forma exemplar para que atitudes deste nível não voltem a acontecer nem voltem a denegrir a qualidade do espectáculo. O que se viu foi um total desrespeito a modalidade, ao esforço de uma equipa e a assistência que prestigiava o espectáculo.
in: SCN

Pilotos amadores queixam-se de lhes estar a ser negada utilização do aeródromo



Praticantes do voo à vela acusaram hoje os responsáveis pelo aeródromo de Mogadouro de vedarem a utilização da única infra-estrutura nacional construída com dinheiros públicos para pólo de animação turística a partir de desportos aeronáuticos.

Um grupo de pilotos amadores de diversas zonas do país queixou-se a várias entidades, nomeadamente ao Provedor de Justiça por alegadamente há mais de um ano verem recusados pedidos para voarem no aeródromo municipal de Mogadouro.

António Conde, um advogado de Coimbra e praticante de voo à vela é porta-voz dos queixosos que alegam que o propósito do projecto de Mogadouro 'está a ser desvirtuado' e que existem 'indícios de apropriação de um equipamento público pago com dinheiro dos impostos, em benefício de um grupo restrito de pessoas'.

O aeródromo foi financiado por dinheiros públicos, nomeadamente do Turismo, e contempla a pista de quase 1300 metros realizada pelo Regimento de Engenharia de Espinho do Exército, aquisição de equipamento de voo, um avião de reboque, dois planadores e um moto planador.

O projecto contemplou também obras numa antiga escola primária para centro de instrução, formação de pilotos e dormitório da Escola Internacional de Voo à Vela.

Segundo os queixosos, 'em três anos foi realizado apenas um curso, que formou cinco pilotos, e nenhum evento nacional ou internacional'.

A memória descritiva do projecto promovido pela Câmara de Mogadouro, propunha a criação de uma infra-estrutura aeronáutica vocacionado para a animação turística da região, que passaria a fazer concorrência directa a Fuentes de Milanos, em Espanha, considerado a nível europeu um sítio excepcional para a prática em voo planado.

Os pilotos dizem que o aeródromo de Mogadouro tem condições excepcionais e, por isso, não entendem as 'recusas sucessivas'.

Mais de metade dos 60 planadores nacionais já subscreveram um abaixo-assinado contra esta situação, que já mereceu também uma intervenção do presidente do organismo nacional deste desporto.

Os queixosos participaram ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), Provedor de Justiça, Turismo de Portugal, entre outras entidades.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara de Mogadouro, João Henriques, responsável pelo aeródromo, afirmou que 'voam quando quiserem em Mogadouro, desde que cumpram as regras'.

O responsável autárquico confirmou que os pilotos em causa 'ainda não voaram' no aeródromo mas porque 'ali funciona uma escola de formação e o que está em causa é a articulação com a actividade' da mesma.

'O que eles pretendem é fazer um acampamento de três ou quatro dias com o nosso avião rebocador e em que a escola tem de parar', disse, sublinhando que 'é necessário articular com algum tempo antecedência', que no caso é de dez dia.

'As duas vezes que pediram dá a sensação que até fazem de propósito para que lhes seja recusado', acrescentou.

Os pilotos contrapõem dizendo ser 'impossível saber como vão estar as condições atmosféricas' determinantes para a prática do desporto.

Internet grátis para todos

Exposição de Micologia na Casa da Cultura


Golos C.A.Mogadouro [6] x S.L.Benfica [7]


“Batota” salva Benfica


O Académico de Mogadouro perdeu, este sábado, com o Benfica, por 6-7, no Pavilhão da Junta de Freguesia, mas o golo decisivo do jogo, que levantou demasiadas dúvidas dentro e fora das quatro linhas, só aconteceu no último segundo da partida.

Gonçalo Alves apareceu sobre a direita, junto à linha de fundo, atirou contra as pernas de Wallace, a bola acabou por passar e bater no poste mais distante, regressando sobre a linha ou dentro da baliza, até que o guarda-redes da casa a atirou para longe… os encarnados gritaram golo, os nordestinos (mais as largas centenas nas bancadas) gritaram que não, mas o árbitro resolveu validar o lance e, por consequência, dar os três pontos aos lisboetas.

O lance e uma ou outra decisão mais controversa da dupla portuense acabaram originar muitos protestos, com destaque para Artur Pereira, inconformado com a derrota no final da partida. “Isto é uma pouca-vergonha. O futsal está doente. Quem ganhou o jogo foi o árbitro do lado do cronometrista… Quando as equipas pequenas começam a estorvar… sabemos que é difícil lutar com estas equipas”, referiu.

Quanto ao jogo, muito emotivo e de grande qualidade, começou com um Benfica quase perfeito, conseguindo dois golos em cinco minutos. Arnaldo abriu o activo, Gonçalo fez o 0-2 e nem um golo de Wallace, do meio da rua, parecia parar os encarnados, já que Ricardinho conseguiu, pouco depois, mais dois golos. A perder por 4-1, o Académico reagiu e Mancuso conseguiu, a um minuto do intervalo, o 2-4, que dava ainda alguma esperança aos nordestinos.

Na etapa complementar, o exemplar Benfica desapareceu e o Académico conseguiu um verdadeiro milagre. Os transmontanos manietaram o experiente (?) adversário por completo e viraram para 4-5. Neyszinho e Freitas, os dois mais espectaculares da casa, marcaram os golos.

Joel, ainda com mais de dez minutos para jogar, empatou a cinco e, nesta altura, o vencedor do jogo era uma incógnita. Pedro Costa adiantou os alfacinhas, com dois minutos para jogar, mas Paulo Faria conseguiu cabecear uma assistência de Freitas para o empate, a onze segundos do fim. Nove segundos depois, Gonçalo Alves fez o golo da vitória.

No final, “meia vitória” (que vale três pontos) para o Benfica, numa partida de grande emoção e espectáculo, com artistas “galácticos” dos dois lados. Apesar da derrota, os mogadourenses saíram de cabeça erguida, seguros de que grandes dias estão para vir…

por: Rui Gonçalves, in: Mensageiro Notícias

C.A.Mogadouro [6] x S.L.Benfica [7]