São conhecidas como sopas de xis, mas António Monteiro, grão-mestre da Confraria dos Gastrónomos e Enólogos de Trás-os-Montes e Alto Douro, prefere chamar-lhes “sopas de tchis” pelo barulho que os ingredientes fazem a cozinhar na panela.
Este prato tão típico da matança é característico dos concelhos de Vimioso e Mogadouro, mas mesmo nestas duas zonas, são cada vez menos os que conhecem este prato e menos ainda aqueles que o sabem confeccionar.
Luzia Regedor aprendeu há muitos anos, com a mãe, como se preparavam as sopas. “Matança que não tivesse sopas nem era matança”, relembra a mogadourense. A confecção deste prato “não é tão simples como a de outros pratos da matança”, garante António Monteiro. Ideia confirmada quando Luzia Regedor explica os passos para a preparação das sopas: “cozem-se as carnes (salpicão, presunto...) e utiliza-se depois essa água para amolecer o pão. Junta-se ainda o sangue bem rijado e esfarelado. Tiram-se os rojões ao porco e fazem-se numa panela de ferro ao lume. Depois de feitos, adicionam-se também às sopas e ao pingo que fica na panela junta-se azeite e deixa-se ferver. Depois à travessa as sopas junta-se maça, laranja, azeitonas, fígado assado e o pingo”. Parece uma mistura estranha, mas Luzia Regedor garante que é um prato muito apreciado: “quando eu faço matança, há pessoas que só vêm por causa das sopas. Se não houver sopas de tchis não vêm”.
As sopas podem também ser acompanhadas dos “garrotes assados” e são, por isso, “um prato riquíssimo, muito consistente”. Apesar disso o grão-mestre da confraria assegura que “se dispensarem a carne é um prato bastante dietético”. Outro factor que pode contribuir para a pouca confecção deste prato típico transmontano é o seu custo: “é um prato que, bem feito, não é nada barato”, adianta António Monteiro. Ainda assim o grão-mestre afirma que “ainda há quem faça. Eu como sopas de tchis com alguma regularidade”. Já Luzia Regedor acha que são cada vez menos os que preparam este prato: “já são poucas ou nenhumas as pessoas que fazem as sopas. É um prato que dá muito trabalho”. Fica nas mão dos poucos que sabem, a tarefa de manter a tradição.
Este prato tão típico da matança é característico dos concelhos de Vimioso e Mogadouro, mas mesmo nestas duas zonas, são cada vez menos os que conhecem este prato e menos ainda aqueles que o sabem confeccionar.
Luzia Regedor aprendeu há muitos anos, com a mãe, como se preparavam as sopas. “Matança que não tivesse sopas nem era matança”, relembra a mogadourense. A confecção deste prato “não é tão simples como a de outros pratos da matança”, garante António Monteiro. Ideia confirmada quando Luzia Regedor explica os passos para a preparação das sopas: “cozem-se as carnes (salpicão, presunto...) e utiliza-se depois essa água para amolecer o pão. Junta-se ainda o sangue bem rijado e esfarelado. Tiram-se os rojões ao porco e fazem-se numa panela de ferro ao lume. Depois de feitos, adicionam-se também às sopas e ao pingo que fica na panela junta-se azeite e deixa-se ferver. Depois à travessa as sopas junta-se maça, laranja, azeitonas, fígado assado e o pingo”. Parece uma mistura estranha, mas Luzia Regedor garante que é um prato muito apreciado: “quando eu faço matança, há pessoas que só vêm por causa das sopas. Se não houver sopas de tchis não vêm”.
As sopas podem também ser acompanhadas dos “garrotes assados” e são, por isso, “um prato riquíssimo, muito consistente”. Apesar disso o grão-mestre da confraria assegura que “se dispensarem a carne é um prato bastante dietético”. Outro factor que pode contribuir para a pouca confecção deste prato típico transmontano é o seu custo: “é um prato que, bem feito, não é nada barato”, adianta António Monteiro. Ainda assim o grão-mestre afirma que “ainda há quem faça. Eu como sopas de tchis com alguma regularidade”. Já Luzia Regedor acha que são cada vez menos os que preparam este prato: “já são poucas ou nenhumas as pessoas que fazem as sopas. É um prato que dá muito trabalho”. Fica nas mão dos poucos que sabem, a tarefa de manter a tradição.
por: Ana Margarida Pinto, in: O Informativo




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