Mogadouro abandona associações

Assembleia Municipal deliberou a saída do município de associações para economizar recursos 

A Assembleia Municipal de Mogadouro aprovou a saída do município da Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro (AMRD) e da Associação de Municípios do Vale do Côa (AMVC).

A proposta partiu do vereador social-democrata, António Pimentel, e foi apoiada pelos restantes vereadores do PSD e pelo presidente do executivo, Morais Machado. Dos sete eleitos do executivo camarário houve duas abstenções.

Segundo António Pimentel, o município de Mogadouro faz parte de diversas associações de fins específicos, que começam a absorver “ grandes volumes de verbas”.

“Numa atitude de racionalizar custos e definir posições territorialmente, entendeu-se que no caso destas duas associações, e por razões distintas, o município deveria renunciar à sua inclusão”, explicou o autarca.

Município do Planalto considera que as associações Ribeirinhos do Douro e do Vale do Côa não trazem mais valias para a região

A principal razão que levou à saída da Câmara Municipal de Mogadouro da AMRB prende-se com o facto “de ser uma organismo que está bastante diluído, não se sabendo onde está localizada a sua sede, visto que a associação abrange municípios espanhóis e do lado português estende-se por toda a zona ribeirinha do Douro até ao Porto.

“Por outro lado, foram criadas novas associações, como é o caso do Agrupamento de Cooperação Douro/Duero, que permitem ter acesso aos mesmo projectos e financiamentos que teríamos através da AMRB. Não fazia sentido estar incluído”, sublinhou.No que diz respeito à AMCV as razões evocadas são diferentes, começando pela definição das NUT’s, já que os fundo comunitários estão afectos a este modelo de divisão.

“Esta associação evoluiu mais no sentido de defender os interesses dos municípios da região vale do Côa”, sustenta António Pimentel.

No entanto o vereador coloca o dedo na ferida e afirma que a AMVC se prepara para criar uma agência com o objectivo de implementar uma estratégia de eficiência colectiva do Vale do Côa e Mogadouro está fora dessa região.

“O envelope financeiro afecto àquela estrutura em nada beneficia um concelho do Planalto Mirandês, à semelhança do que aconteceu com a AIBT do Côa.

Outra das situações tem a ver com os vencimentos elevados dos funcionários que integram estas agências, o que, no futuro, vai acarretar despesas elevadas para os municípios associados”, concluiu o autarca mogadourense.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

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