Mogadouro esteve de olhos postos no primeiro Festival Aéreo, onde marcaram presença 70 pilotos e mais de 40 aeronaves
O Red Bul Air Race pode não se voltar a realizar no Porto, mas, em contrapartida, o Norte conta agora com um Festival Aéreo digno desse nome – o Red Burros Fly In. O evento, que se realizou, no passado sábado, em Mogadouro, atraiu ao Aeródromo Municipal milhares de pessoas. A marca, no entanto, tem aqui um significado completamente distinto – Red, de vermelho, significado de força; Burros em homenagem à tradicional Feira dos Burros de Azinhoso, freguesia onde se localiza o Aeródromo. Depois deste primeiro sucesso, que serviu para assinalar o quinto aniversário do Aeródromo Municipal, o objectivo é, agora, manter o Festival e a marca, conforme explicou João Henriques, vice-presidente da autarquia. “O nome dado ao evento caiu bem na opinião pública. Red transmite força, alma, empenhamento e burros porque é um animal que aqui tem ligações e que está na moda”, apontou. O espectáculo, organizado pela câmara municipal, iniciou-se com as demonstrações dos planadores do Centro Internacional de Voo à Vela de Mogadouro e da Força Aérea Portuguesa. A espectacularidade de um dos desportos radicais mais sustentáveis ecologicamente, surpreendeu os presentes pela positiva e afirmou Mogadouro como “capital” da modalidade. É que as condições excepcionais do Aeródromo, (pista asfaltada de 1270 metros, espaço aéreo ilimitado e uma área reservada de 20 milhas náuticas (37 quilómetros), a par da sua localização, atraem pilotos de todo o país e da vizinha Espanha. Mais adrenalina e emoção causaram as exibições das Patrulhas Fantasma, Aerobática e SmokeWings, bem como do Chipmunk do Museu Aerofenix. O evento, no entender de Júlio Meirinhos, vice-presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, “provou” o “bom investimento” feito por aquela instituição no Aeródromo de Mogadouro. “Quando o Instituto de Turismo apoio esta infra-estrutura em centenas de milhares de euros, estava ciente que tudo ia resultar e a prova está à vista: foi um evento de dignidade nacional, trouxe gente e rentabilidade”, considerou. O Aeródromo de Mogadouro funciona desde 2005 e resultou de um investimento que rondou os 600 mil euros, comparticipados em 382 mil pelo Turismo de Portugal. O projecto contemplou também obras numa antiga escola primária para centro de instrução, formação de pilotos e dormitório do Centro Internacional de Voo à Vela, onde, de resto, decorreram já dois cursos de formação de pilotos. Nos últimos quatro anos, o Centro formou mais de metade dos pilotos de voo planado licenciados em igual período em Portugal, sendo por isso que Mogadouro é já considerado como capital da modalidade. A par com o espectáculo aeronáutico e fazendo jus ao nome, o Festival Aéreo disponibilizou, ainda, passeios de burro no local.




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