Segundo a polícia, o jovem “agiu com intenção de produzir renovação de pastagens, já que além de jornaleiro, é pastor, mas simultaneamente evidenciou impulsos pirómanos”. A Judiciária refere que os incêndios de que o detido é suspeito destruíram várias dezenas de hectares de floresta composta por pinheiros, eucaliptos e mato na zona de Mogadouro.
Em Sernancelhe, foi por sua vez detido ontem um outro pastor, de 28 anos, por alegadamente ter ateado dois fogos florestais em Escurquela a 31 de Julho e novamente a 6 de Agosto.
O suspeito terá usado um pequeno isqueiro como ignição para o fogo que queimou 383 hectares e que os bombeiros evitaram que destruísse bens, habitações, instalações agrícolas e povoamentos florestais de valor superior a 140 mil euros. A sua intenção seria obter mais terrenos de pasto para o seu gado.
Um terceiro suspeito, também pastor, de 72 anos, foi detido esta quinta-feira, em Tabuaço, que terá sido o responsável por um incêndio que, nesse mesmo dia, queimou “algumas centenas de metros quadrados de arvoredo e pinheiro” em Longa.
Foi o presidente da câmara de Tabuaço que deu o alerta do início do incêndio, já que na altura sobrevoava o local de helicóptero, o que permitiu a rápida intervenção no combate às chamas e a identificação do detido.
Os três homens não possuem antecedentes criminais e vão ser hoje presentes a tribunal para eventual aplicação de medidas de coação.
Desde o início do ano, já foram detidas 15 pessoas por suspeita de fogo em floresta.
in: Público



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