SL Olivais ultrapassa Mogadouro

Olivais saiu da linha-de-água, ao vencer o Mogadouro por 7-5, igualando os transmontanos no 2º lugar

O SL Olivais saiu esta tarde da linha-de-água, ultrapassando precisamente o adversário de hoje, ficando com os mesmos 16 pontos. A equipa da casa venceu por 7-5 o Mogadouro, com os transmontanos a nunca conseguirem estar na frente do marcador.

João Pires foi a figura da partida, marcando os dois primeiros golos (2’ e 6), mas Renato, no mesmo minuto (14), voltou a igualar a partida. Ainda antes do intervalo João Marçal colocou o SL Olivais na frente do marcador, mas Ricardinho, no segundo tempo voltou a empatar. João Pires voltou a marcar, aos 23 minutos, e Neyzinho respondeu aos 27 minutos. A equipa da casa descolou no marcador através de Dario (34’) e Gonçalo Farinha (38’), com o guarda-redes Wallace ainda a reduzir para 6-5, mas João Pires fechou as contas, apontando o quarto tento da conta pessoal.

A Fundação permanece no primeiro lugar, com 23 pontos, mas agora surge o SL Olivais na segunda posição, com os mesmos 16 pontos que o Mogadouro, enquanto a UTAD é cada vez mais último, com 11 pontos.

Classificação
1º Fundação, 23 pontos
2º SL Olivais, 16 pontos
3º Mogadouro, 16 pontos
4º UTAD, 11 pontos 
in: SCN

C.A.Mogadouro perde com adversário directo

Sete mortes com tractores nos últimos 17 meses

Nos últimos 17 meses, morreram, no distrito de Bragança, sete pessoas vítimas de acidentes com tractores agrícolas. Porém, há um número desconhecido de feridos graves que acabam por falecer nas unidades hospitalares, segundo dados avançados, ao JN, por fonte do Governo Civil de Bragança.

Perante este quadro, os Bombeiros de Sendim, de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro realizaram, ontem, em Sendim, quatro simulacros, onde se destacou o socorro a um "acidente" com um tractor e uma carrinha de passageiros. "Acidentes que envolvem tractores agrícolas são comuns nesta região. No sentido de preparar os nossos operacionais realizou-se este tipo de exercício com vista a um socorro mais eficaz", referiu José Campos, comandante de Sendim.

A experiência leva o comandante a reiterar que os acidentes com tractores agrícolas "são quase sempre mortais", envolvendo pessoas de um escalão etário avançado. "Vê-se cada vez mais idosos a andar nos tractores. A falta de agilidade associada à morfologia do terreno são por vezes factores que levam à morte dos operadores deste tipo de máquina agrícola ", relembra José Campos. Durante o exercício ficaram a descoberto carências, como a falta de ambulâncias todo-o-terreno, "por norma o acesso a este tipo de acidente é feitos por caminhos em mau estado ", relembrou Campos.
por: Francisco Pinto, in: JN

Ópera encanta Mogadouro

Orquestra do Norte, Carlos Guilherme e Margarita Guerra num noite única 
 
Apesar dos seus 200 lugares, o auditório da Casa da Cultura de Mogadouro (CCM) foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram apreciar o concerto da Orquestra do Norte, organizado pelo município mogadourense.

Para além da orquestra dirigida pelo maestro José Ferreira Lobo, destaque para o concerto de Ópera e Zarzuela, que contou com a participação do tenor Carlos Guilherme e da solista em castanholas, a espanhola Margarita Guerra.

Na brochura distribuída ao público podia ler-se que a ópera e zarzuela, foram desde sempre alvo de comparações. Uns apontavam o dedo à categoria inferior da zarzuela, outros clamavam que a ópera é demasiado elitista.
 
No entanto, o espectáculo apresentado em Mogadouro prova que os dois géneros podem complementar-se, ao abrigo da ideia de que ambas trazem novos coloridos e novos sabores ao mundo da música.
 
Esta iniciativa pode ser o início de um cartaz mais amplo, promovido pelo pelouro da Cultura da autarquia local, de forma preencher os tempos livres de toda a população.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

C.A.Mogadouro compromete manutenção

“Final” no próximo sábado em Lisboa

O Académico de Mogadouro perdeu, no sábado, por 5-8, com a Fundação Jorge Antunes, no primeiro jogo do play out, e vê um tanto comprometido o objectivo da temporada, que passa, inevitavelmente, pela manutenção no principal escalão do futsal nacional. Com uma primeira parte verdadeiramente desastrada, que acabou com um parcial de 1-4, os nordestinos melhoraram na etapa complementar, mas não o suficiente para desbaratar o adversário mais consistente (provavelmente) deste mini-campeonato. Esquerda abriu o activo logo ao minuto um, no Pavilhão da Junta, Ramada, Fábio e Cristiano colocaram o marcador num escandaloso 0-4, isto depois do treinador dos nordestinos ter anunciado “tolerância zero” para esta etapa do Campeonato. Renato ainda conseguiu reduzir para 1-4, antes do intervalo, mas a desilusão era mais do que evidente nas bancadas, quando soou a buzina, que punha termo aos primeiros 20 minutos de jogo. No reatamento, os visitantes voltaram a marcar, por Coelho, mas Renato conseguiu recolocar a sua equipa no jogo com mais dois golos. Gabriel voltou a adiantar a Fundação, mas Renato, o homem do jogo, conseguiu mais dois remates certeiros e deixou o empate à distância de apenas um golo. Na recta final, os visitantes, por intermédio de Vinicius e Ramada acabaram, no entanto, com as pretensões dos locais e venceram o jogo, deixando as contas dos nordestinos perto do vermelho. Este sábado, há nova “final”, desta vez em Lisboa, onde os mogadourenses vão defrontar o Olivais. Em caso de derrota, a equipa de Artur Pereira fica fora das posições que garantem a manutenção.
por: Rui Gonçalves, in: Mensagerio Notícias

Tribunal de contas chumba obras


O Tribunal de Contas (TC) recusou o visto ao contrato da empreitada para recuperar a zona histórica da vila de Mogadouro, no valor de cerca de 3,5 milhões de euros. A autarquia foi obrigada a anular o concurso público internacional.

O município de Mogadouro, remeteu, para fiscalização prévia, o contrato de empreitada, assinado a 4 de Março, entre a autarquia e a empresa “Santana e Companhia, SA”, pelo valor de 3,5 milhões de euros, para a “ requalificação urbana da sede de concelho-1ª e 2ª fases”. Após analisado o processo, os juízes do TC decidiram recusar o visto ao contrato.

Segundo o vereador da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, a autarquia já procedeu à anulação do concurso e vai, agora, abrir novo procedimento.
“ Não há drama nenhum. A Câmara tem todo o procedimento, de novo, em movimento. Será efectuada uma revisão ao Plano Plurianual de Investimentos. A empreitada será posta a concurso, através de dois procedimentos em separado para cada uma das duas fases de empreitada, para encurtar prazos”, justificou o responsável.
Ao que foi possível apurar, “os juízes do TC consideram que a empresa adjudicatária não possui habilitações exigidas pelo Programa de Concursos. A empresa possui, apenas, alvará de empreiteiro geral de obras de urbanização de 2ª categoria”.
António Pimentel admitiu que se tratou de um lapso dos serviços. O vereador referiu, ainda, que “a base do concurso era de 3,5 milhões de euros e que a empresa tinha alvará para, apenas, 2,6 milhões de euros, o que gerou uma situação que não foi detectada, nem pelos serviços, nem pelos restantes concorrentes à empreitada”.
A abertura do novo concurso público para adjudicação das duas fases da empreitada está agendada para o dia 2 de Junho. Segundo as contas da edilidade, a conclusão da empreitada está prevista para 2012, para não perder o financiamento comunitário.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

Mogadouro abandona associações

Assembleia Municipal deliberou a saída do município de associações para economizar recursos 

A Assembleia Municipal de Mogadouro aprovou a saída do município da Associação de Municípios Ribeirinhos do Douro (AMRD) e da Associação de Municípios do Vale do Côa (AMVC).

A proposta partiu do vereador social-democrata, António Pimentel, e foi apoiada pelos restantes vereadores do PSD e pelo presidente do executivo, Morais Machado. Dos sete eleitos do executivo camarário houve duas abstenções.

Segundo António Pimentel, o município de Mogadouro faz parte de diversas associações de fins específicos, que começam a absorver “ grandes volumes de verbas”.

“Numa atitude de racionalizar custos e definir posições territorialmente, entendeu-se que no caso destas duas associações, e por razões distintas, o município deveria renunciar à sua inclusão”, explicou o autarca.

Município do Planalto considera que as associações Ribeirinhos do Douro e do Vale do Côa não trazem mais valias para a região

A principal razão que levou à saída da Câmara Municipal de Mogadouro da AMRB prende-se com o facto “de ser uma organismo que está bastante diluído, não se sabendo onde está localizada a sua sede, visto que a associação abrange municípios espanhóis e do lado português estende-se por toda a zona ribeirinha do Douro até ao Porto.

“Por outro lado, foram criadas novas associações, como é o caso do Agrupamento de Cooperação Douro/Duero, que permitem ter acesso aos mesmo projectos e financiamentos que teríamos através da AMRB. Não fazia sentido estar incluído”, sublinhou.No que diz respeito à AMCV as razões evocadas são diferentes, começando pela definição das NUT’s, já que os fundo comunitários estão afectos a este modelo de divisão.

“Esta associação evoluiu mais no sentido de defender os interesses dos municípios da região vale do Côa”, sustenta António Pimentel.

No entanto o vereador coloca o dedo na ferida e afirma que a AMVC se prepara para criar uma agência com o objectivo de implementar uma estratégia de eficiência colectiva do Vale do Côa e Mogadouro está fora dessa região.

“O envelope financeiro afecto àquela estrutura em nada beneficia um concelho do Planalto Mirandês, à semelhança do que aconteceu com a AIBT do Côa.

Outra das situações tem a ver com os vencimentos elevados dos funcionários que integram estas agências, o que, no futuro, vai acarretar despesas elevadas para os municípios associados”, concluiu o autarca mogadourense.
por: Francisco Pinto, in: Jornal Nordeste

Centenas de peregrinos já acampados esperam em Fátima para ver Bento XVI

Centenas de peregrinos estão já acampados nos parques de estacionamento de Fátima para verem o Papa Bento XVI, que visita o santuário no dia 13 de Maio.

"Há três anos viemos só no dia 12 e não tínhamos lugar para pôr carro, onde dormir, não tínhamos nada. Então viemos uma semana de férias", disse Ana Carvalho, de Mogadouro, Bragança, encostada à tenda que é a sua casa desde a passada sexta-feira e há de continuar a sê-lo até quinta-feira, depois da missa a que preside o Papa no Santuário.

"Se a gente vem mais tarde já não conseguimos [lugar]", acrescentou a peregrina, reconhecendo que "custa um bocadinho" ficar na tenda, mas justificando a opção por razões económicas. No carro que transportou Ana e o marido até Fátima também veio o fogão, uma televisão e a comida, das batatas ao pão caseiro.

"O que for necessário comprar vamos ao mercado", explicou, adiantando que este tipo de alojamento beneficia da proximidade de muitas outras pessoas, conhecidas ou não, e não faltam convites para comer na tenda ou nas auto-caravanas ao lado, fazendo do verbo partilhar um dos mais conjugados no local.

Do Papa, Ana Carvalho espera uma mensagem de paz e esperança no futuro, enquanto Abílio Oliveira, de Matosinhos, deseja que a marca de Bento XVI no santuário seja de simplicidade e harmonia, apontando, a este propósito, o seu antecessor.
por: Lusa, in: Público

II BTT das Amendoeiras 2010

Magazine PLANADOURO


Trata-se de uma publicação especializada da responsabilidade dos pilotos de planador do Centro Internacional de Voo à Vela (CIVVM), que tem como objectivos fundamentais a troca de e experiências no seio da comunidade ligada à actividade e a divulgação e sensibilização do público em geral para esta prática desportiva respeitadora da natureza e geradora de aliciantes desafios, bem como o de promoção da realidade sócio cultural e paisagística da região de Mogadouro.

Uma equipa de pilotos de planador com formações académicas e experiência de voo muito diversificadas, juntaram-se para dar corpo a este projecto editorial. Sob a coordenação de Artur Moreira Gonçalves, reuniram-se as vontades e os meios que construiram esta plataforma de partilha do conhecimento e da paixão pelo voo silencioso. É de salientar aqui o papel do Magazine PLANADOURO no contexto do CIVVM e da sua Escola de Pilotos de Planador enquanto veículo de expressão de todas as experiências significativas de pilotos veteranos ou principiantes, portugueses ou estrangeiros, registadas tanto por escrito como pela imagem, e que, de alguma forma, enriquecem o colectivo.

O magazine PLANADOURO terá uma periodicidade trimestal, acompanhando as estações do ano. Será de livre acesso e a sua produção e circulação será feita exclusivamente com recurso a meios digitais. Na sua estrutura interna, para além das actualidades gerais e da Escola do CIVVM, haverá um dossier subordinado a um tema principal, relatos de voo e de percursos individuais no voo à vela, descobertas e explorações da paisagem física e social da região, para além de exercícios de humor e de imagem gráfica e fotográfica.

A partir da página Internet do CIVVM http://vooavela.mogadouro.pt será possível realizar o “download” do ficheiro PDF desta publicação. O contacto com a coordenação editorial deve ser via email para o endereço planadouro@gmail.com .
O Coordenador Editorial
Artur Moreira Gonçalves

Trinta milhões de euros para o Plano de Desenvolvimento Turístico do Douro

O Programa Operacional Regional do Norte aprovou um conjunto de 24 projectos que concretizam prioridades previstas no «Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro», no quadro do plano de investimentos do seu eixo prioritário “Valorização Económica de Recursos Específicos”.
 
Os projectos em causa, avaliados em 30 milhões de euros e apoiados em 21 milhões pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, são de natureza infra-estrutural e abrangem áreas como a sinalização turística, o turismo fluvial, o património ambiental e o desenvolvimento rural e local, o património histórico-cultural e a qualificação dos recursos humanos, inovação e conhecimento em turismo. Estas iniciativas contribuem, de forma significativa, para a qualificação e valorização da oferta turística do destino “Douro”, numa óptica de promoção da excelência turística regional e de um desenvolvimento regional sustentável, sendo complementada pelo apoio a iniciativas de carácter promocional e de animação (já aprovadas e em execução).
 
São exemplos destes projectos a requalificação do Cais do Pocinho, o rearranjo e beneficiação das infra-estruturas fluviais do Cais do Pinhão, a requalificação do Centro Histórico da Aldeia Vinhateira de Trevões, a construção do Espaço Miguel Torga, a melhoria de uma rede de monumentos do Vale do Douro, assim como a construção do Hotel de Aplicação e do Centro de Excelência em Gastronomia e Vinhos da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, em Lamego.
 
No seu conjunto, os projectos a co-financiar incidem em 24 concelhos da região (Alijó, Armamar, Baião, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mogadouro, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Resende, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real).

Pastores temem novas regras informáticas para pedir subsídios


A necessidade de legalização dos estábulos e a existência de livro de deslocações de ovinos e caprinos foram os principais alertas que a APATA (Associação de Produtores Agrícolas Tradicionais e Ambientais) deixou aos pastores transmontanos, este fim-de-semana, em Mogadouro.

Dois aspectos que serão fundamentais nas candidaturas a ajudas comunitárias.

Armando Pacheco, director da APATA, sublinha que as principais dificuldades serão o preenchimento do livro de registos e o recenseamento dos animais. Por isso, o responsável apela a que procurem ajuda junto das entidades competentes.

“A maior parte dos nossos pastores são pessoas de idade e informaticamente estão muito débeis, o que vai obrigar a procurar alguém que os ajude. Esta acção é para os informar. Caso contrário vão ter de deixar a sua exploração.”

Mário Pereira, da Federação de Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (FATA), acredita que a nova legislação obriga a que haja pastores de computador.

Uma realidade distante na região transmontana, que pode levar à perda de subsídios.

“Ainda não é para já, que os pastores ainda não estão habilitados a trabalhar com o computador e preencher os cadernos. O problema é que os pastores vão perder as ajudas, se não forem ajudados. Ao perder as ajudas, vamos perder os animais e caminhar cada vez mais para a desertificação.”

Como solução, nada de concreto.

Outra das questões que não passou em branco neste Dia da Lavoura, da APATA, foi o brinco electrónico. Mário Pereira, da FATA, explica as razões porque concorda com o dispositivo.

“Por uma razão muito simples. É que o brinco electrónico vai acabar com as doenças. A brucelose, por exemplo, estava praticamente extinta mas os pastores teimam em ficar com a melhor ovelha que está doente. O pastor não vai ter a possibilidade de tirar o chip e tem de dar a ovelha”, explicou, dizendo não acreditar nos 20 euros que algumas associações já pagaram “porque há animais que não valem os 20 euros”.

Os pastores não acham que o valor seja assim tão insignificante e ameaçam deixar a actividade.

“Não percebi nada do que disseram”, confessou um pastor. “Já tenho 75 anos e o Governo quer é acabar com isto. Então com esta idade é que vou fazer uma exploração nova? Quero é acabar com isto”, sublinha. Outro pastor revela que “não é lucrativo se o chip for tão caro”, mas concorda “com as vacinas”.

A legalização dos estábulos, a criação do livro de deslocações de ovinos e caprinos e o brinco electrónico a motivarem descontentamento junto dos pastores, que compareceram no Dia da Lavoura, em Mogadouro.

Distrital AFB - Mogadourense [1] x Argozelo [6]


Argozelo pode entrar na história. Aliás, o próprio resultado da equipa de F. Teixeira, em Mogadouro, é histórico. Não há memória de uma goleada por 6-1. Este ano é diferente e confirma o campeonato da época passada, que foi regular, intenso e com a meia final da Taça.

Agora o título está perto da vila, que já sente a glória de um público que não larga a sua equipa. Esta partida começou bem, com o Argozelo a marcar cedo. Ricardo Diz fez o golo e ficou a equipa mais tranquila. 10” depois, Rogério ainda empatou, mas a partir do golo de Pedro Martins, de livre directo, aos 39”, ficou tudo mais acentuado. Foi o chamado golo psicológico, mesmo com o intervalo à porta.

Na 2ª parte, ficou claro o resultado, com golos de excelente execução na retina, nomeadamente o de Serginho, para 5-1, com um passe de morte de Kita e chapéu a Bruno. Já no jogo com o Alfandeguense, a equipa de F. Teixeira tinha deixado a imagem de muita categoria e sem qualquer tipo de pressão. Agora confirmou em casa de uma equipa que só quer acabar a época com dignidade. Vitória justa e a revolta dos mogadourenses por terem que jogar amanhã, em Carção, o jogo em atraso.

O próprio treinador, Azevedo, disse ao Jornal NORDESTE que todos os atletas trabalham e é muito complicado comparecerem à hora do jogo. “Somos amadores e isto assim não vale a pena”, desabafou o técnico.

Académico fora do play off

Manutenção outra vez em perigo

O académico de Mogadouro viajou, no sábado, até ao Fundão, para defrontar o cinco local e tentar a entrada no play off, mas acabou por perder com claridade, por 5-1, e hipotecar as esperanças em conseguir a manutenção automática. Os comandados de Artur Pereira sabiam que tinham que vencer e esperar ainda uma carambola de resultados positivos para chegar ao objectivo da temporada, mas a equipa beirã acabou por ser “um osso demasiado duro de roer”, e os três pontos acabaram por ficar em casa. Ao intervalo, os nordestinos já perdiam por dois golos e só no último minuto de jogo conseguiram acertar na baliza adversária, por intermédio de Renato, quando já nada havia a fazer e a liguilha de manutenção era uma certeza. Com este resultado, e numa altura em que há três pontos pendentes de decisão superior (no jogo contra o Onze Unidos), o Académico parte para o campeonato de manutenção em segundo lugar, atrás da equipa da Fundação Jorge Antunes e à frente das equipas dos Olivais e AAUTAD. Recorde-se que esta liguilha se disputa num sistema de todos contra todos, com os pontos amealhados até ao momento divididos a meio. No final, os dois piores acompanham os dois conjuntos já despromovidos: Vila Verde e Onze Unidos. Não se esperam, no entanto, muitas facilidades para os pupilos de Artur Pereira, que terão que repetir a performance de há um ano, se quiserem manter-se no escalão máximo do futsal nacional. Quem vai falhar dois jogos desta liguilha será Bruninho, que viu cartão vermelho na partida contra o Sporting e foi punido com dois jogos de suspensão pela Federação. Mais uma baixa a somar a Mancuso, outro jogador que espera decisão judicial para voltar à equipa. Em declarações ao sítio do Clube, Maurício Colpas garantiu que “Perdemos uma batalha mas não perdemos a luta. Estamos numa segunda fase onde podemos recuperar e iremos com certeza assegurar como na época passada o acesso a manutenção". O responsável adiantou ainda que não foram as saídas de jogadores que justificam esta classificação: “"nenhum atleta será insubstituível. Uns saem e outros entram. O futebol é assim. O importante é contar com quem lá está. É claro que gostávamos de ter um plantel com mais opções para fugirmos as lesões, castigos, e fases menos boas de qualquer jogador. Mas este será talvez um dos nossos maiores problemas: não temos um orçamento de luxo que possamos competir com algumas equipas que andam na primeira divisão e já há algum tempo."

por: Rui Gonçalves, in: Mensageiro Notícias