Três pastores detidos por suspeita de fogo posto


A Polícia Judiciária de Vila Real deteve esta madrugada um homem, de 19 anos, suspeito de dois crimes de incêndio florestal ocorridos no último domingo e na quarta-feira, mas sobre o indivíduo recaem ainda suspeitas de ter ateado outros incêndios na região com recurso a velas e isqueiro.

Segundo a polícia, o jovem “agiu com intenção de produzir renovação de pastagens, já que além de jornaleiro, é pastor, mas simultaneamente evidenciou impulsos pirómanos”. A Judiciária refere que os incêndios de que o detido é suspeito destruíram várias dezenas de hectares de floresta composta por pinheiros, eucaliptos e mato na zona de Mogadouro.

Em Sernancelhe, foi por sua vez detido ontem um outro pastor, de 28 anos, por alegadamente ter ateado dois fogos florestais em Escurquela a 31 de Julho e novamente a 6 de Agosto.

O suspeito terá usado um pequeno isqueiro como ignição para o fogo que queimou 383 hectares e que os bombeiros evitaram que destruísse bens, habitações, instalações agrícolas e povoamentos florestais de valor superior a 140 mil euros. A sua intenção seria obter mais terrenos de pasto para o seu gado.

Um terceiro suspeito, também pastor, de 72 anos, foi detido esta quinta-feira, em Tabuaço, que terá sido o responsável por um incêndio que, nesse mesmo dia, queimou “algumas centenas de metros quadrados de arvoredo e pinheiro” em Longa.

Foi o presidente da câmara de Tabuaço que deu o alerta do início do incêndio, já que na altura sobrevoava o local de helicóptero, o que permitiu a rápida intervenção no combate às chamas e a identificação do detido.

Os três homens não possuem antecedentes criminais e vão ser hoje presentes a tribunal para eventual aplicação de medidas de coação.

Desde o início do ano, já foram detidas 15 pessoas por suspeita de fogo em floresta.

Tourada em Urrós

[click no Cartaz para ampliar]
 
Realiza-se no próximo Sábado dia 14 de Agosto na Freguesia de Urrós, o principal  acontecimento Tauromático do Planalto Mirandês. 
 
O espectáculo está agendado para as 17h30, vai ter como cavaleiros Joaquim Bastinhas, Marcos Tenório, J. L. Rodriguez e Salvador Ruano e como forcados o grupo amador Académicos de Elvas, com o cabo Ivan Nabeiro. Os cinco touros da corrida são da ganadaria Eng. Luís Rocha. 
 

Reportagem - Red Burros Fly-in

“Red Burros Fly In” é para manter

Mogadouro esteve de olhos postos no primeiro Festival Aéreo, onde marcaram presença 70 pilotos e mais de 40 aeronaves
 
O Red Bul Air Race pode não se voltar a realizar no Porto, mas, em contrapartida, o Norte conta agora com um Festival Aéreo digno desse nome – o Red Burros Fly In. O evento, que se realizou, no passado sábado, em Mogadouro, atraiu ao Aeródromo Municipal milhares de pessoas. A marca, no entanto, tem aqui um significado completamente distinto – Red, de vermelho, significado de força; Burros em homenagem à tradicional Feira dos Burros de Azinhoso, freguesia onde se localiza o Aeródromo. Depois deste primeiro sucesso, que serviu para assinalar o quinto aniversário do Aeródromo Municipal, o objectivo é, agora, manter o Festival e a marca, conforme explicou João Henriques, vice-presidente da autarquia. “O nome dado ao evento caiu bem na opinião pública. Red transmite força, alma, empenhamento e burros porque é um animal que aqui tem ligações e que está na moda”, apontou. O espectáculo, organizado pela câmara municipal, iniciou-se com as demonstrações dos planadores do Centro Internacional de Voo à Vela de Mogadouro e da Força Aérea Portuguesa. A espectacularidade de um dos desportos radicais mais sustentáveis ecologicamente, surpreendeu os presentes pela positiva e afirmou Mogadouro como “capital” da modalidade. É que as condições excepcionais do Aeródromo, (pista asfaltada de 1270 metros, espaço aéreo ilimitado e uma área reservada de 20 milhas náuticas (37 quilómetros), a par da sua localização, atraem pilotos de todo o país e da vizinha Espanha. Mais adrenalina e emoção causaram as exibições das Patrulhas Fantasma, Aerobática e SmokeWings, bem como do Chipmunk do Museu Aerofenix. O evento, no entender de Júlio Meirinhos, vice-presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, “provou” o “bom investimento” feito por aquela instituição no Aeródromo de Mogadouro. “Quando o Instituto de Turismo apoio esta infra-estrutura em centenas de milhares de euros, estava ciente que tudo ia resultar e a prova está à vista: foi um evento de dignidade nacional, trouxe gente e rentabilidade”, considerou. O Aeródromo de Mogadouro funciona desde 2005 e resultou de um investimento que rondou os 600 mil euros, comparticipados em 382 mil pelo Turismo de Portugal. O projecto contemplou também obras numa antiga escola primária para centro de instrução, formação de pilotos e dormitório do Centro Internacional de Voo à Vela, onde, de resto, decorreram já dois cursos de formação de pilotos. Nos últimos quatro anos, o Centro formou mais de metade dos pilotos de voo planado licenciados em igual período em Portugal, sendo por isso que Mogadouro é já considerado como capital da modalidade. A par com o espectáculo aeronáutico e fazendo jus ao nome, o Festival Aéreo disponibilizou, ainda, passeios de burro no local.